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Estamos Sozinhos?

Este é o meu blogue onde procuro dar a conhecer histórias relacionadas com o paranormal e conspirações. Uma espécie de X-files pessoal que agora partilho com o mundo. Espero que gostem e comentem sempre que queiram.

Histórias da minha vida - No tempo em que eu ia às igrejas - parte 1

por Morningstar, em 19.01.18

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Referi em alguns textos anteriores que a minha mãe nuca foi uma pessoa de religião fixa, sempre saltou de galho para galho. Isso fez com que eu ficasse a conhecer um pouco melhor cada uma delas. As religiões a que me refiro são todas aquelas que giram em torno do cristianismo e do esoterismo.

Em todas em que passamos, ouvi a falar sempre de uma situação delicada em casa, ou no trabalho, etc. Na altura que era mais novo e não pensava muito bem nas coisas, por falta de conhecimento, engolia tudo aquilo que diziam, tal como a minha mãe. Hoje, qualquer das situações que são reportadas, temos consciência que fazem parte do nosso dia-a-dia e que resolvem-se indo aos respetivos lugares de resolução e não com uma ida à igreja, ou à bruxa.

 

Vi muitas igrejas, desde as mais enfadonhas no seu discurso, como as mais extravagantes que mais parecem um show do que outra coisa. No fundo, todas têm o mesmo objetivo: arrecadar dinheiro, quer seja para as despesas monstruosas com o funcionamento do local, quer seja com os salários que quem lá trabalha recebe. Pelas almas, como eles dizem, sei que não é, porque se fosse, todas andariam preocupadas comigo e a tentar saber como estou, o que não é o caso. Até hoje, nenhum me contatou, nem sequer para beber um café.

Uma das coisas mais incríveis que presenciei foi a possessão demoníaca. Não vou dizer que ela não existe, com aquilo que eu vou contar, mas, quer dizer que era muito manipulação de hipnotismo pelo que eu via.

Como se processava isso? Em primeiro lugar, era criado um ambiente no local! As luzes muitas vezes baixavam a intensidade, existiam velas acesas, havia música um tato ou quanto pesada / relaxante – e ia sempre variando consoante a situação -, a oração que era sempre alusiva a situações relacionados com trabalhos de bruxaria, a falar o nome de demónios, de espíritos e até divindades de terreiros de tradições religiosas brasileiras e africanas.

Depois tinha aquelas pessoas que colocavam as mãos na cabeça e faziam a mesma oração ao ouvido da pessoa. E eu achava muitas das vezes ridículas essas orações, porque, parecia um totoloto de situações. Eu explico, o objetivo seria orar contra o problema da pessoa, mas, como muitos não tinham conhecimento dos problemas das pessoas, atiravam situações ao ar, como orar contra o desemprego num empresário, ou contra um espirito que roubou o marido a uma rapariga solteira, etc. Ou seja, era a oração de uma pessoa demente que estava completamente apanhada pelo clima da religião.

Havia aquelas alturas em que dava rosas para levar para casa. Tinha o objetivo de atrair o mal para ela. Se a rosa chegasse murcha ou negra era sinal de que tinha atraído o mal para ela. Eu penso, se eles davam a rosa a um dia da semana e a pessoa tinha de a levar de volta para ser queimada (como diziam) na outra semana, era muito poucas rosas que iram aguentar bonitas durante uma semana.

Lembro-me de uma vez a minha mãe ter trazido uma lâmpada ungida para iluminar a casa. Uma lâmpada ungida é uma lâmpada em que é passado um dedo sujo de azeite nela. Quando ela colocou em casa, o quadro deu um estoiro e ficamos sem luz. O meu pai, que estava a ver o futebol, ficou pior que estragado. Não sei o que o chateou mais, se era o fato de estar a perder o jogo, ou se o fato de a minha mãe estar a gritar para o diabo sair de casa (ainda bem que os vizinhos era os meus avós e já nem ligavam).

Claro que não havia diabo nenhum. O que aconteceu foi que o azeite escorreu durante o regresso a casa para o casquilho e a minha não limpou. Quando atarraxou e ligou, era mais que normal que a luz fosse abaixo.

Dentro deste capítulo tenho muito que contar, não pela paranormalidade ou sobrenatural - talvez haja aí um pouco – mas, pelas situações que aconteciam nos lugares por onde passávamos.

Amanhã vou continuar a contar mais um pouco sobre cada uma delas. Não vou mencionar nenhuma religião em específico, por uma questão de respeito pela liberdade religiosa de cada um. Mas, nada me impede de analisar cada situação e comentar o que acho.

 

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